O Tratamento

Tratamento centralizado na conscientização

Diante de uma visão humanista Rogeriana (Carl Rogers), apresenta-se uma teoria de intervenção orientada para mobilização ao tratamento centralizado na conscientização e, levar em consideração não apenas a vertente doentia da adicção, mas sim, suas totais considerações implícitas na condição como ser-humano, retomando sua vida social com o fortalecimento da motivação em recuperar a qualidade de vida do modo mais saudável possível.

Para tratamentos pós-alta de intervenções clínicas, o sugerido é a manutenção da psicoterapia por tempo indeterminado, lapidando seus comportamentos até a retomada de um caráter apto para convívios sociais, tais como, casamento, trabalho, etc.

Como auxílio de um trabalho de Plano de Prevenção à Recaída (PPR), usa-se o auxílio orientado de testes de personalidades (POMS – Profile of Mood States) e de ansiedade (IDATE), no sentido de identificar sinalizadores de recaída emocional, prevenindo assim a possibilidade final da recaída no uso de toda ou qualquer substância química.

Não é fácil retomar a rotina de uma vida quando esta tem que ser renovada nas amizades e comportamentos. O dependente em recuperação pode sentir-se perdido e solitário, temerário de sua condição de fragilidade diante das situações que antes enfrentava com o uso das substâncias de escolha.

Este momento, extremamente delicado, deve ser acompanhado de perto pelos familiares que receberão orientação sempre que necessitem através da formalidade de consultas.

As conversas sempre seguirão de maneira individual, respeitando as particularidades do paciente e levando em consideração o total e absoluto sigilo do paciente, tal qual a ética que rege este trabalho psicológico.

“O ser humano tem a capacidade, latente ou manifesta, de compreender-se a si mesmo e resolver seus problemas de modo suficiente para alcançar a satisfação e eficácia necessárias ao funcionamento adequado.”  

Carl Rogers