Dependência

As drogas não são perigosas porque são controladas, mas são controladas porque são perigosas

A disposição do dependente para obter a droga por qualquer meio disponível, inclusive inadvertidamente criminoso, as configura um dos maiores problemas atuais da sociedade mundial. As drogas não são perigosas porque são controladas, mas são controladas porque são perigosas. E elas trazem perigo não importa a classe social.

Sinais, sintomas e comportamentos mais comuns e típicos de pessoas que demonstram a dependência de drogas:

  • A vida gira em torno das drogas – a escolha das amizades, a escolha das atividades, tudo fica em função da droga. A pessoa gasta a maior parte do tempo usando, pensando em droga, procurando formas de obtê-la e se recuperando dela.
  • Abandonar atividades que adorava, a exemplo de esportes, atividades beneficentes, almoço de domingo em família, de uma hora para outra.
  • Passa a tomar mais medicamentos que o de costume, sem uma doença que os justifiquem, pois a pessoa tenta aliviar os sintomas da abstinência.
  • Falta com mais frequência ao trabalho, ou perde o horário constantemente.
  • Gasta muito mais dinheiro e começa a demandar, pedir ou emprestar dinheiro inexplicavelmente.
  • Mudanças no círculo de amigos, nos passatempos e locais frequentados.
  • O comportamento se torna paranoico, ansioso, imediatista, agressivo e/ou depressivo alternadamente, com alterações repentinas no humor.
  • Sentida queda na produtividade, seja no trabalho, escola ou faculdade.
  • Isolamento social e atitudes persecutórias


Sinais físicos de abuso de drogas:

  • Olhos vermelhos, pupilas dilatadas;
  • Alterações do apetite ou sono;
  • Súbita perda de peso;
  • Deterioração da aparência física e hábitos de higiene pessoal;
  • Cheiros estranhos na respiração, corpo ou roupas;
  • Tremores, fala arrastada ou coordenação prejudicadas.

Sinais psicológicos de abuso de drogas:

  • Mudança inexplicável de personalidade ou atitudes;
  • Mudanças bruscas de humor, irritabilidade ou explosões de raiva;
  • Períodos de hiperatividade incomum, agitação, tontura ou vertigem;
  • Falta de motivação;
  • Medo, ansiedade ou paranoia sem razão.

 

 

Sinais de alerta sobre drogas mais comuns:

  • Substâncias alucinógenas do SNC (LSD, PCP) – Pupilas dilatadas, comportamento bizarro e irracional incluindo paranoia, agressividade, alucinações, alterações de humor, desprendimento de pessoas, fala arrastada, confusão.
  • Maconha – Olhos vermelhos, fala alta, riso inapropriado seguido de sonolência, perda de interesse, motivação, alteração no peso, boca seca.
  • Cocaína – Pupilas dilatadas, aumento da sensibilidade à luz e traços de pó branco ao redor do nariz são pistas do uso recente de cocaína. A inalação frequente da cocaína pode causar um nariz com inflamação crônica e corrimento nasal. Sangramentos nasais frequentes ou até septo deformado podem ser sinais. Pessoas que injetam cocaína têm marcas chamadas de “rastros”, e estão localizadas mais comumente nos seus antebraços.

 

  • Crack – É notório no usuário de crack uma grande excitabilidade e euforia, aumentando consideravelmente sua atividade motora e hiperatividade. Há uma possibilidade concreta de apresentar convulsões. Nota-se a presença de tiques faciais seguidas de agressividade aumentada, irritabilidade.Diminuição da libido.Medo e suspeita de tudo e de todos.Dedos e mão queimados subsequente com a falta de ar, tosse, dores pulmonares, catarro abundante, sonolência.Emagrecimento e falta de apetite finalizam o quadro.

 

Álcool – Inicialmente se percebe um estado de euforia e perda de limites emocionais, principalmente de sua crítica racional. Em sequência da euforia a embriaguez, sonolência, perda do controle motor se destacam como sinais secundários, conduzindo o indivíduo para crises de irritabilidade, angústia, depressão e ansiedade. A Impotência sexual se torna inevitável como mais uma problemática do alcóolatra. Olhos vermelhos, diminuição da acuidade visual e hálito alcoólico determinam como sintomas finais, precedendo quadros preocupantes do organismo do indivíduo.