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Conheça as doenças e os tratamentos eficazes.

Internação Involuntária

Internação Involuntária No último domingo do dia 02/06/2019 foi ao ar uma reportagem no Fantástico que diz respeito a polêmica lei antidrogas escrita pelo atual ministro da Cidadania, Osmar Terra. Suas considerações sinalizam para a possibilidade de Comunidades Terapêuticas receberem de forma involuntária usuários que não conseguem parar o uso de substâncias de forma autônoma, necessitando assim de ajuda especializada. Há muitos anos, o tema é tratado de forma obscura, baseado em uma série de preconceitos que permitem confundir leigos, sendo através de julgamentos contra os usuários ou até mesmo contra os familiares que necessitam desse apoio. Também há muito tempo que as drogas veem proliferando seus males, atingindo pessoas de diferentes idades e classes sociais, evoluindo de maneira tão destrutiva que fez até mesmo a depressão perder o posto de doença do século para a adicção, podendo tão logo se transformar numa pandemia. Penso que a decisão de modificar a lei é acertada e serve para combater de maneira firme o tráfico de drogas e tratar o dependente, oferecendo de modo digno uma escolha da qual a droga não pode ter mais peso, pois sob efeito de tais substância(s) o indivíduo NÃO é capaz de discernir se quer ou não parar de usar. Esperar que o mesmo decida por sua vontade é insensatez, insano e impróprio, pois tudo está em uma razão simples e científica: o elevado número de dopamina no cérebro faz com que o prazer pela droga seja maior que qualquer outra experiência já vivida, sendo assim, seu consciente perde forças na ação contra a droga. Ajudar uma pessoa usuária de drogas nunca foi fácil e...

Ecstasy

Ecstasy é um fármaco sintético, também conhecido como MDMA, derivado da anfetamina que possui propriedades psicoativas e estimulantes.  Existem mais de 900 tipos distintos de comprimidos de ecstasy. A droga é consumida ao colocá-lo sob a língua até que se dissolva. Pode ser encontrado em diversos tamanhos, desenhos e cores, o que dificulta muito de ser encontrado na gaveta ou no armário, pois se assemelha a remédios. O Ecstasy também é chamado por muitos outros nomes como: bala, XTC, X, etc.   Efeitos em curto e longo prazo O ecstasy oferece sensações de euforia, energia, alegria, distorções do tempo, distorções na percepção, além de outros sintomas. Esta substância ilícita é comum e popular em casas noturnas e raves. Algumas vezes ela é usada em conjunto com outras drogas: a maconha, metanfetamina, ketamina e cocaína. O ecstasy pode produzir uma série de efeitos, dependendo do seu grau de consumo. Dos efeitos agudos, que ocorrem de horas, até mesmo meses após o consumo, incluem: Ansiedade Insônia Ataques de pânico Psicose Depressão Tontura Ansiedade severa Irritação   Usuários crônicos, após um mês de uso, podem apresentar mal desempenho em tarefas cognitivas ou que exigem memória. O ecstasy afeta rapidamente o cérebro de maneira a distorcer a percepção do usuário sobre o que está acontecendo à sua volta. Suas ações podem ser estranhas, irracionais, inadequadas e até mesmo destrutivas. A longo prazo, o ecstasy pode prejudicar neurônios serotonérgicos, causando danos permanentes no Sistema Nervoso Central, cérebro, e desordem neuropsiquiátricas. Ainda há os efeitos residuais que podem permanecer por semanas, por exemplo: Fadiga Insônia Tontura Dores musculares Ansiedade Pânico Depressão   Como acontece com outras drogas, o uso em grande quantidade pode causar...

Maconha

A maconha é derivada de uma planta que contém mais de 400 substâncias químicas, entre elas, alucinógenas e ansiolíticas. O tetra-hidrocarbinol (THC) é uma das substâncias mais associadas aos efeitos que a maconha produz no cérebro. Ao inalar a fumaça da maconha, o THC agirá diretamente nos pulmões que são revestidos pelos alvéolos, esses por possuírem uma superfície grande, absorvem facilmente o THC e outras substâncias. Minutos depois de inalado, o THC vai direto para a corrente sanguínea até o cérebro, aumentando assim a frequência cardíaca. Os brônquios relaxam e os vasos sanguíneos dos olhos ficam dilatados, deixando-os vermelhos. A maconha é a principal porta de entrada para outras drogas mais poderosas e devastadoras, necessitando dessa maneira rápida intervenção profissional no intuito de combater o vício. Efeitos em curto e longo prazo Logo após a pessoa consumir maconha, já se notam alguns efeitos físicos, tais como: memória prejudicada, confusão temporal entre passado, presente e futuro, sentidos aguçados, porém, com pouco equilíbrio e força muscular, perda da coordenação, percepção distorcida, ansiedade, boca seca e dificuldade com pensamentos e soluções de problemas. As pessoas que fumam maconha estão suscetíveis aos mesmos problemas das pessoas que fumam tabaco, entre eles, asma, enfisema pulmonar, bronquite e câncer. O usuário de maconha pode ter algumas reações  nervosas temporárias, como por exemplo, sintomas psicóticos. O uso por parte de pessoas com esquizofrenia agrava o quadro, aumentando consideravelmente o risco de desenvolver a doença em pessoas predispostas. Além da esquizofrenia, há indícios de que a maconha também pode apresentar outros sinais  de doenças mentais. O uso da maconha antes dos 20 anos leva a alteração (possivelmente definitiva) na estrutura...

Crack

O crack é uma mistura da pasta-base de cocaína refinada com bicarbonato de sódio e água. Muitas vezes a mistura é falsificada com o acréscimo de cimento, cal, querosene e acetona, para aumentar o seu volume. Quando aquecida, a mistura separa as substâncias líquidas das sólidas. As substâncias líquidas são então descartadas e as sólidas são convertidas na “pedra de crack” que, com a utilização de um cachimbo, é então fumada e absorvida pelo corpo em quase 100% do total ingerido. A via inalatória confere à droga um tempo de ação e um poder viciante extremamente rápido, o que tem tornado o crack um verdadeiro flagelo. Vários fatores psicológicos e sociais podem levar a pessoa a experimentar a droga pela primeira vez. Entre eles: depressão, ansiedade, baixo nível intelectual, fenômeno social das gangues, desagregação familiar, forte atuação dos traficantes, etc. A dependência ao crack é a compulsão invencível de fumar a droga, que se estabelece já a partir da primeira experiência. A duração da intoxicação, de apenas dez minutos, leva à busca imediata por mais crack, fazendo com que o viciado tenha quase sempre que viver na rua. Para o consumo inalatório da droga, são utilizados cachimbos elaborados pelos próprios usuários, geralmente de alumínio e compartilhados entre o grupo de uso. Também tem sido comum o consumo de cigarros ou de maconha com fragmentos de pedras de crack. A forma injetável do crack não teve sucesso e foi quase extinta no Brasil, substituído pelo crack que provoca efeito semelhante e tão potente quanto a cocaína injetada.   Efeitos em curto e longo prazo Os efeitos do crack  são basicamente os mesmos da cocaína: sensação de poder, excitação, hiperatividade, insônia, intensa euforia e prazer. A falta...

Cocaína

A cocaína é uma das drogas mais perigosas conhecidas pelo homem. Uma vez que uma pessoa comece a consumir a droga, é quase impossível física e mentalmente livrar–se das suas garras. Fisicamente ela estimula os receptores chave do cérebro (terminações nervosas que alteram os sentidos no corpo) que, por sua vez, cria uma euforia à qual os consumidores desenvolvem uma tolerância rapidamente. Apenas o uso de doses mais elevadas e mais frequentes pode causar um efeito semelhante. O pó de cocaína pode ser inalado pelo nariz (aspirado) ou dissolvido em água e em seguida injetado diretamente na veia. Alguns usuários a injeta na pele causando erupções, podendo ocasionar uma infecção ou até mesmo a outras complicações médicas.  O produto químico puro (Hidrocloreto de cocaína) tem sido uma substância usada por mais de 100 anos, e a folha da coca, que é a fonte da cocaína, tem sido ingerido há milhares de anos.     Efeitos em curto e longo prazo Os efeitos da cocaína aparecem quase imediatamente após uma única dose e desaparecem em poucos minutos ou em uma hora. Usada em pequenas quantidades, a cocaína geralmente faz com que o usuário sinta-se eufórico, energético, falador, e mentalmente alerta, especialmente para as sensações de visão, audição e tato. Também podem diminuir temporariamente a necessidade de comer e dormir. Alguns usuários acham que a droga ajuda a realizar tarefas físicas e intelectuais simples mais rapidamente, embora outros sentem efeito contrário. A duração dos efeitos eufóricos da cocaína depende da via de administração. Quanto mais rápido a droga é absorvida, mais intensa e a elevada é a reação, mas também resulta na mais curta duração. Usar...

Alcoolismo

Nem sempre é fácil perceber quando o consumo do álcool cruzou a linha de uso moderado e social para um uso nocivo ou dependência. Se uma pessoa passa a consumir álcool para lidar com as dificuldades ou para evitar sentir-se mal, este encontra-se em território de potencial perigo. O alcoolismo ou abuso do álcool ocorrem devido a vários fatores interligados, incluindo a genética, a maneira com que o dependente foi criado, o seu meio social, e sua saúde mental. Pessoas que têm uma história familiar de alcoolismo ou que se associam em estreita relação com pessoas que fazem o consumo pesado são mais propensos a desenvolver problemas com bebida. Finalmente, aqueles que sofrem de um problema de saúde mental, tais como ansiedade, depressão, doença bipolar ou também estão particularmente em risco, pois o álcool pode ser usado para automedicação. A diferença entre uso frequente do álcool e alcoolismo é que os alcoólatras não têm mais capacidade de definir limites para seu consumo. Seu uso é autodestrutivo e perigoso para si e para outras pessoas. O alcoolismo envolve todos os sintomas de abuso de álcool, mas também envolve outro forte elemento: a dependência física do álcool. Se a pessoa depender do álcool para “funcionar” ou se sente fisicamente obrigado a beber, ela se tornou um alcoólatra.   Crescente tolerância ao álcool pode ser o primeiro grande sinal de alerta de alcoolismo, além de outros indícios: Beber muito mais do que antes para ficar tonto ou sentir-se relaxado; Beber mais que as outras pessoas sem ficar bêbado; Tolerância significa que, ao longo do tempo, o indivíduo precisa de mais e mais álcool para sentir os mesmos efeitos. Outro sinal de alerta importante do alcoolismo é quando a...